INITIAL D

Initial D (Inisharu Dī, no original) é um mangá (revista de histórias em quadrinhos japonesa) escrito e ilustrado por Shuichi Shigeno e publicado pela Young Magazine, da editora Kodansha, desde 1995. O sucesso do mangá gerou um filme live-action (com atores reais) lançado em 2005, na Ásia; alguns games (como "Initial D Arcade Stage", da Sega), um anime lançado pela Avex e até uma propaganda do grupo Toyota, em que um modelo mais novo (GT86) compete com o famoso Trueno AE86 de Initial D numa peça publicitária. Suas estórias são ambientadas principalmente na província de Gunma, no Japão, e focadas nas chamadas touge (corridas nas estradas das montanhas), com muita derrapagem (drift) e disputas - nem sempre limpas - de habilidades. Seu protagonista é Takumi Fujiwara, um garoto de 18 anos de idade, que trabalha numa loja de tofu (uma espécie de queijo de soja) de seu pai, Bunta Fujiwara, fazendo entregas da loja todos os dias de manhã para um hotel no monte Akina. Para isso, utiliza o carro de seu pai: um Toyota Sprinter Trueno GT-APEX (AE86), 1986, com a inscrição "The Fujiwara Tofu (Store)" em caracteres japoneses na porta lateral direita. Por realizar este serviço desde seus 13 anos sob diversas condições climáticas, acaba se tornando um excelente piloto. Sua vida muda quando uma equipe do monte Akagi, os Red Suns, desafia os SpeedStars, de Akina, para uma corrida, mas Iketani, o líder dos SpeedStars, sofre um acidente. Iketani, então, sai à procura de um substituto e encontra Bunta Fujiwara - que havia derrotado o líder dos RedSuns na juventude. Iketani implora para que Bunta corra em seu lugar contra os RedSuns e o mesmo parece aceitar; mas, no dia da corrida, é Takumi Fujiwara quem acaba aparecendo e vencendo o desafio. Inicialmente, Takumi não se interessava em se tornar street racer (corredor de rua); mas acaba vencendo várias corridas, mesmo em condições desfavoráveis (como corredores em carros muito mais potentes do que seu velho Toyota) e tomando gosto pelos desafios nas montanhas.


A miniatura na escala 1:64 que eu tenho do Toyota Trueno AE86 de Takumi Fujiwara foi produzida no ano 2013 pela Takara Tomy, marca Tomica, série Dream Tomica, nº 145. É die-cast, de chassis e carroceria feitos de metal injetado, rodas com suspensão e pneus de plástico.

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Detalhe interessante: a miniatura permite abrir as portas laterais.

CYBER FORMULA

Cyber Formula - ou Future GPX Cyber ​​Formula - é uma série anime (animação japonesa) de 1991, produzido pela Sunrise, do gênero ficção científica. A estória se inicia no ano 2015. Seus produtores imaginavam que, nestes tempos, os carros de corrida seriam dotados de suportes de computadores com inteligência artificial (os Cyber ​​Systems) capazes de compreender as emoções do piloto, controlar toda a mecânica do veículo e adaptá-lo às várias condições de corrida (como alterar os coeficientes de arrasto, diminuir a geração de força, reduzir automaticamente a velocidade para evitar acidentes etc). O foco do anime é seu protagonista, um garoto de 14 anos de idade, Hayato Kazami, buscando vencer o Grande Prêmio Cyber Fórmula com seu imponente veículo cibernético, Asurada GSX, projetado por seu próprio pai. A ideia era criar uma inteligência artificial (I.A.) que melhorasse o desempenho dos carros de corrida, tornando as competições mais emocionantes e com menos riscos para os pilotos; mas um executivo ganancioso, Smith, intencionava vender estes projetos às Forças Armadas para criar máquinas de guerra. Para frustrar os planos de Smith, Kazami inseriu a I.A. Asurada em um protótipo de carro de corrida, Asurada GSX, com criptografia avançada, e pôs seu filho para participar do 10º Cyber ​​Formula Grand Prix com este veículo, juntamente com a equipe Jugo. A cada corrida, Hayato Kazami enfrenta as consequências de sua própria imaturidade, tentativas de sabotagens, dramas familiares, oponentes muito mais experientes e outros desafios. Há alguns OVAs (sigla para "Original Video Animation", designando uma animação que complementa ou se baseia num anime, mas não faz parte dela - espécie de spin-off) em que o I.A. Asurada é inserido em outros veículos, de design ainda mais agressivo, como o Super Asurada 01.



A miniatura na escala 1:64 que eu tenho do primeiro Asurada GSX foi produzida no ano 2002 pela Hot Wheels em parceria com a empresa Bandai Co. Ltd., da série especial Charawheels (lançada oficialmente apenas para o mercado japonês). É die-cast, de metal injetado e rodas e pneus de plástico.

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ELVIRA: A RAINHA DAS TREVAS

Elvira: A Rainha das Trevas (Elvira: Mistress Of The Dark) é um filme norte-americano de comédia e humor negro, de 1988, estrelado por Cassandra Peterson. O filme é despretensioso, com atuações e efeitos especiais sofríveis, mas se tornou um clássico dos anos 80 e 90, especialmente pela voluptuosidade de sua protagonista. Elvira era uma apresentadora de filmes de terror de baixo orçamento quando pediu demissão por acreditar em seu potencial. Ela desejava estrelar um show em Las Vegas, mas recebe um telegrama convidando-a para a leitura do testamento deixado por Morgana, sua tia-avó desconhecida que acabou de falecer. Certa de que ficaria muito rica, ela parte para Fallwell, uma cidadezinha com apenas 1313 habitantes, e descobre que herdou apenas uma velha e decadente mansão, um cachorro poodle e um suposto livro de receitas. Para piorar, a sociedade da pacata cidade, extremamente moralista, se escandaliza com as vestimentas e modos de agir de Elvira e tenta excluí-la, mas ela "cai" no gosto dos jovens. Outro problema era Vicent Talbolt, seu tio-avô que pratica bruxarias às escondidas e deseja se apossar do tal "livro de receitas" de Morgana (que, na verdade, era um livro de magias poderosas).

Em sua viagem rumo à Fallwell, Elvira dirige um Ford Thunderbird preto, de 1958, recheado de acessórios macabros (como uma enorme teia de aranha na grade frontal, caveiras nas calotas, direção em forma de pentagrama e corrente, mãos de esqueletos nas laterais acima dos faróis dianteiros, etc.) e estofado de veludo imitando pele de onça. O "Macabro-móvel" era, inicialmente, um sedan, mas foi transformado num conversível e customizado por George Barris (um dos maiores customizadores de veículos para o cinema e celebridades de sua época).



A miniatura na escala 1:64 que tenho do clássico Macabro-móvel foi produzido pela Jhonny Lightning, série "Frightning Lightning", em 1996. É die-cast, com carroceria e chassis de metal e pneus de borracha. Apesar da marca tradicionalmente primar pelos detalhes de seus produtos, é possível notar vários pontos destoantes nesta miniatura de seu modelo original, especialmente no interior do carro (que poderia, pelo menos, contar com estampa de "oncinha" nos bancos - já que esse estofado salta muito aos olhos, no filme). Mesmo assim, pode-se considerar a miniatura importante para quem coleciona com foco em temáticos de filmes.

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CARROS

Carros (Cars, no original) é uma animação em computação gráfica de 2006, produzida pela Pixar Animation Studios e distribuída pela Walt Disney Pictures, nos Estados Unidos. Sua aceitação junto à crítica e ao público foi muito positiva, dando origem a duas sequências: Carros 2 (2011) e Carros 3 (2017). O universo de Carros é habitado exclusivamente por veículos antropomorfizados, de olhos e bocas, sem figuras humanas. Relâmpago McQueen é um corredor novato que está na final do maior campeonato automobilístico do país: a "Copa Pistão". Só falta uma corrida para faturar a taça, na Califórnia, e Relâmpago McQueen e seu caminhão de transporte, Mack, viajam até lá. No entanto, Mack segue a viagem muito sonolento e, por um lapso, acaba esquecendo McQueen numa pista da rodovia interestadual, à noite. Por não possuir faróis (que são apenas etiquetas decorativas) e estar em alta velocidade em busca de Mack, McQueen é perseguido por um carro de polícia e, na fuga, se envolve em um acidente que destrói boa parte da rua principal de uma cidadezinha chamada Radiator Springs. Ele acaba sendo pego e condenado a reparar sozinho a rua destruída. Relâmpago McQueen é um astro de corrida com a fama à cabeça, e, no início, trata a todos com desdém, mas, aos poucos, vai se afeiçoando com os habitantes simples da cidade e, até, se apaixona por Sally, a promotora de justiça local. Quando termina a reparação da rua, ele parte para o campeonato. No entanto, a saudades de Radiator Springs prejudica seu desempenho... até que observa a arquibancada e descobre que todos os seus amigos estavam ali para prestigiá-lo. McQueen dispara e logo assume a liderança, mas, ao presenciar um acidente com um dos corredores, dá uma brusca freada quase na linha de chegada e retorna para ajudá-lo. Ele perde a corrida para o trapaceiro Chick Hicks, mas conquista a admiração de todos os espectadores.

Quase todos os personagens do filme são baseados em carros reais. Doc Hudson, o velho juiz da cidadezinha que condenou McQueen à reparação da rua, é um Hudson Hornet de 1951. Sally é uma Porsche 911 Carrera S de 2002. Mater, o melhor amigo de McQueen, é um Chevrolet Task-Force 3800 de 1955. Xerife, o carro de polícia que apreendeu McQueen, é um Mercury Club Coupé de 1949. Mack é um Mack Super Liner. Relâmpago McQueen, no entanto, não foi baseado em nenhum carro real, embora se possa afirmar que tenha sido inspirado em dois modelos de carros muito usados nas corridas da NASCAR: Corvette e Dodge.


A miniatura que tenho do astro Relâmpago McQueen foi produzida em 2008 pela Mattel, série Cars, em parceria com a Disney/Pixar. É die-cast, com carroceria de metal injetado, chassis e pneus de plástico. Apesar de descrito como sendo em escala 1:55, mede 7,5 cm de comprimento por 2,5 de altura (medidas bem compatíveis com as miniaturas em escala 1:64).

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BATMAN ETERNAMENTE

Batman Eternamente (no original, Batman Forever) é um filme de 1995 produzido nos Estados Unidos baseado no personagem homônimo da DC Comics. A ideia inicial era filmar uma continuação de Batman, o Retorno, de 1992. No entanto, os executivos da Warner Bros. não ficaram satisfeitos com a arrecadação deste filme e entenderam que seu enredo era violento demais, de forma que passaram a direção para Joel Schumacher e Tim Burton foi relegado à condição de co-produtor. O resultado foi um filme essencialmente cômico, ambientado numa Gotham City reluzente e colorida, "aterrorizada" por dois vilões histriônicos e patrulhada por um Batman e um Robin em armaduras apertadas com imitação de mamilos. O filme não agradou à crítica e dividiu opiniões dos espectadores, mas arrecadou o suficiente para seus produtores pensarem numa sequência ainda mais espalhafatosa: Batman e Robin, de 1997. Basicamente, Batman Eternamente conta a origem de Edward Nygma, um pesquisador da empresa Wayne Enterprises, cujo projeto de dispositivo capaz de conectar a mente humana às imagens de televisão ("Vox") é rejeitado pelo próprio Bruce Wayne. Nygma passa a nutrir ódio por Bruce a partir desta rejeição, e seus sonhos de grandeza (bem como uma certa influência nos feitos do vilão Duas-Caras) o levam a assumir a identidade de Charada. Narra-se também a estória de Dick Grayson, um trapezista que vê toda a sua família ser assassinada por Duas-Caras em pleno espetáculo circense. Charada e Duas-Caras firmam parceria para produzirem o dispositivo "Vox" em massa e, com isso, dominar Gotham City, uma vez que o aparelho era capaz de mapear as ondas cerebrais de seus usuários e ler seus pensamentos. Batman acaba aceitando a parceria de Dick Grayson - que, agora, assume a identidade de Robin - e, juntos, saem à caça dos vilões.

O filme apresenta uma série de veículos, especialmente o batmóvel. Continuou-se explorando o conceito de um carro com temática de morcego, incluindo duas aletas laterais e duas enormes asas no capô (que geralmente se mantinham unidas), aparelhado com propulsor de foguete, sistema de garras ligado ao chassis para subida em paredes e artilharia de combate. A parte elétrica e o motor eram parcialmente visíveis e iluminados em neon azul. Até mesmo as rodas eram iluminadas enquanto estivessem em movimento. Nos bastidores, o mirabolante veículo de quase 8 metros de comprimento foi projetado por Barbara Ling, a partir de esboços de Tim Flattery, e construído em laminado epóxi de fibra de vidro. Funcionava com um motor Chevy 350 ZZ3 de alta compressão.


A miniatura na escala 1:64 que eu tenho do batmóvel deste filme foi produzido pela Tomica, marca da empresa Takara Tomy, pela série "Batmobile Collection" do selo "Tomica Limited", em 2012. É die-cast, com chassis e carroceria de metal injetado, aletas de plástico e para-brisas de plástico transparente, pneus de borracha e amortecedores nas rodas.

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A asa do capô da miniatura é destacável, facilitando a exposição da peça em nichos pequenos.